Oficina de Pandeiro
Ritmos brasileiros, musicalidade e prática coletiva.
De 13 a 19 de setembro de 2026, acontece a 14ª edição da Festa que celebra o aniversário da escritora Eugênia Sereno. Como um evento sustentável e gratuito, a FLIPES promove o encontro entre diferentes linguagens artísticas, transformando a leitura em um ato político de pertencimento e valorização dos biomas brasileiros.
Na edição 2026, milhares de pessoas irão impulsionar não apenas o turismo cultural na Serra da Mantiqueira, como também testemunhar a festa que consolida a importância literária do Vale da Mantiqueira para o resto do Brasil. Oito de cada dez atrações da FLIPES serão apresentadas por escritores, produtores e demais artistas da nossa região.
Para a edição de 2026, a FLIPES foi contemplada pelo Edital ProAC Festivais, figurando entre os 15 projetos selecionados em todo o estado de São Paulo, o que atesta sua relevância artística e social
10h
Cia Severina
A Severina Cia de Teatro é um coletivo de artistas e arte-educadoras do Vale do Paraíba, com sede em Pindamonhangaba. Fundada em 2016 a partir das ações culturais desenvolvidas na Casa Patchô, espaço cultural independente criado em 2013, a companhia promove encontros entre artistas e comunidade por meio de espetáculos, formações e projetos culturais. Sua pesquisa integra teatro, música, artes visuais e cultura popular, valorizando as culturas da infância, o brincar e o protagonismo feminino como caminhos para a criação artística e a transformação social.
11h
Maria Clara Teixeira
Sobre a Morada em Movimento: Cansada do seu lugar quase imóvel, ela arrancou suas raízes de mandioca do chão e saiu andando. Fez dela mesma morada e moradia de tantos outros seres. Baseada no conto Baba Yaga, a portadora do fogo, através dela imaginamos um mundo onde natureza e humanidade convivem em harmonia.

Maria Clara é diretora, bonequeira, palhaça e contadora de histórias. Sua pesquisa artística transita entre o teatro de animação, a palhaçaria e as narrativas voltadas para públicos de todas as idades. Atualmente, circula pelo Brasil com o espetáculo lambe-lambe Casa da Floresta. Como palhaça, atua em espaços de rua e palco, investigando o jogo cênico, a escuta e a relação direta com o público. É integrante da Ateliêra, coletivo fundado em Vinhedo (SP) e dedicado às infâncias, onde desenvolve trabalhos que combinam contação de histórias, objetos, bonecos e música ao vivo. Licenciada em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), desenvolve projetos que conectam arte, oralidade e imaginação. Como arte-educadora, ministra oficinas de teatro, musicalização e construção de teatros de brinquedo.
14h
A Revista Escritoria – Literatura, Cultura e Arte surge do desejo de democratizar espaços herméticos e promover diálogos entre escritores, artistas e pensadores de diferentes idades e estilos. Um espaço de liberdade criativa e de fala. Uma oportunidade de abrir janelas em busca de novas auroras.
Com periodicidade bimestral e assinatura gratuita, a revista on-line reúne textos que dialogam entre si a partir de um tema central, criando uma experiência de leitura plural, instigante e cuidadosamente costurada.
16h
Cia Severina
Entre rios, montanhas e mar, esta contação de histórias convida o público a percorrer as memórias, lendas e tradições do Vale do Paraíba. Conduzido pela Lenda do Trabijú, que narra o surgimento de uma fonte nascida da força da terra e da ancestralidade, o encontro reúne outros causos e histórias compartilhados pelos mais velhos, revelando diferentes modos de viver e habitar este território.
Duração: 50 minutos
18h
Eunice Coppi – Figueira
Eunice Coppi – Figureira | Artista Plástica nascida em Sabará que desenvolveu suas técnicas a partir de bonecos em barro, depois passa para o empapelamento criando personagens da cultura popular e de seu dia a dia. Há mais de 30anos em São José dos Campos suas obras são destaques no Museu do Folclore situado na Fundação Cassiano Ricardo.
A exposição apresenta obras produzidas a partir da técnica tradicional do empapelamento, expressão artística ancestral do Vale do Paraíba utilizada na criação de máscaras, figuras e objetos presentes em manifestações religiosas e populares, como as folias e o Carnaval. Por meio dessa linguagem artesanal, o artista recria cenas do cotidiano, memórias da infância e vivências da adolescência, transformando lembranças e afetos em imagens que dialogam com a cultura popular e a identidade regional.
20h
Marcus Groza, Thabata Ewara, Rogério Botter Maio e Pax Bittar
Show que reúne música, poesia e performance a partir do romance Goiás do escritor Marcus Groza (Prêmio Sesc de Literatura 2025) em diálogo com a poesia, o jazz e a literatura contemporânea, acompanhado da atriz Thabata Ewara e dos músicos Rogério Botter Maio (baixo acústico) e Pax Bittar (orquestra de aquários).
Marcus Groza é escritor, poeta, dramaturgo e pesquisador. Autor do romance Goiás, vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2025, desenvolve uma obra marcada pelo diálogo entre literatura, memória, oralidade e experimentação poética. Atua também na criação de projetos que aproximam literatura, música e performance. Seu trabalho transita entre diferentes linguagens artísticas, explorando as relações entre palavra, território e imaginação
10h
Maracatu Mantiqueira • Folia de Reis Luz de Belém • Sucatas Ambulantes
A cerimônia de abertura da FLIPES celebra a força da literatura, da cultura popular e dos saberes tradicionais como caminhos de encontro, memória e transformação. Reunindo artistas, mestres da cultura popular, escritores, educadores e a comunidade, a abertura marca o início de uma programação dedicada à valorização da diversidade cultural do interior paulista. Em um ambiente de partilha e celebração, a festa convida o público a vivenciar experiências que conectam literatura, música, oralidade, reafirmando a FLIPES como espaço de diálogo, formação e encantamento. E sobretudo Sustentabilidade Humana!
Maracatu Mantiqueira
O Maracatu Mantiqueira transforma as ruas em um grande espaço de celebração, encontro e participação popular. Em um vibrante cortejo, o grupo percorre o centro da cidade levando seu canto, sua dança e a força dos tambores, convidando o público a vivenciar a energia do maracatu de baque virado. Durante todo o percurso, pessoas de todas as idades são chamadas a participar de forma livre, democrática e inclusiva, cantando, dançando e compartilhando uma das mais importantes manifestações da cultura popular brasileira.
Folia de Reis Luz de Belém
A Folia de Reis Luz de Belém é uma manifestação da cultura popular de São
Bento do Sapucaí, na Serra da Mantiqueira, organizada pelo artista Fábio Miguel e moradores da cidade a partir de 2015. Desde então, realiza o tradicional giro de Folia de Reis pelas ruas, casas, praças e espaços culturais do município, levando cantorias, danças, música e louvações ao Menino Jesus, a Maria e a São José. Reconhecida como patrimônio cultural imaterial do município, a Folia de Reis Luz de Belém integra o conjunto de manifestações que preservam e renovam a cultura popular de São Bento do Sapucaí.
Sucatas Ambulantes
A Intervenção realizada pelo Cordão Sucatas Ambulantes convida o público para desfilar, brincar e se divertir com os bonecos cabeçudos animados pelo som grave do Samba de Bumbo, expressão artística cultural de matriz Bantu, reconhecida como patrimônio imaterial do estado de São Paulo. Os personagens dialogam com a memória histórica e afetiva do bairro de Itaquera, com mitos do folclore nacional e personalidades emblemáticas da cultura popular, interagindo com o público de forma lúdica e trazendo à tona personas que fazem parte do dia a dia do povo, como a ingenuidade, a ranzinza, a loucura, a enamorada e tantas outras.
Ponto de Encontro: Praça da Biblioteca Municipal
11h
Maria Clara Teixeira
Intervenção realizada pelas ruas da cidade. Cansada do seu lugar quase imóvel, ela arrancou suas raízes de mandioca do chão e saiu andando. Fez dela mesma morada e moradia de tantos outros seres. Baseada no conto Baba Yaga, a portadora do fogo, através dela imaginamos um mundo onde natureza e humanidade convivem em harmonia.

Maria Clara é diretora, bonequeira, palhaça e contadora de histórias. Sua pesquisa artística transita entre o teatro de animação, a palhaçaria e as narrativas voltadas para públicos de todas as idades. Atualmente, circula pelo Brasil com o espetáculo lambe-lambe Casa da Floresta. Como palhaça, atua em espaços de rua e palco, investigando o jogo cênico, a escuta e a relação direta com o público. É integrante da Ateliêra, coletivo fundado em Vinhedo (SP) e dedicado às infâncias, onde desenvolve trabalhos que combinam contação de histórias, objetos, bonecos e música ao vivo. Licenciada em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), desenvolve projetos que conectam arte, oralidade e imaginação. Como arte-educadora, ministra oficinas de teatro, musicalização e construção de teatros de brinquedo.
13h
Célio Turino
Célio Turino é historiador, escritor, gestor cultural e pensador das políticas públicas de cultura. Foi responsável pela criação e implementação do Programa Cultura Viva e dos Pontos de Cultura, política pública que se tornou referência no Brasil e em outros países. Atuou no Ministério da Cultura, onde foi Secretário da Cidadania Cultural, no Ministério da Cultura com Gilberto Gil, e desenvolveu projetos de cultura comunitária, patrimônio e participação social. É autor de diversos livros, entre eles Ponto de Cultura: o Brasil de Baixo para Cima e Por Todos os Caminhos: Pontos de Cultura na América Latina. Sua trajetória articula cultura, educação, cidadania e transformação social.
14h
Cia Mapinguary • Lucas Bernoldi • Cia Fio da Meada
Cantigas em Movimento – Cia Mapinguary
Cantigas em Movimento, as crianças e adultos serão convidados a soltar o corpo, explorar a imaginação e participar de rodas de brincadeiras inspiradas no espetáculo. A vivência contará com a presença dos bonecões do Mapinguari, do Boi-Bumbá, do Curupira e de outros personagens do universo da cultura popular, proporcionando momentos de interação, movimento e diversão coletiva. Por meio de jogos, cantigas e brincadeiras tradicionais, todos poderão participar, brincar juntos e vivenciar de forma lúdica os elementos presentes na apresentação.
A Cia Mapinguary foi criada no ano 2000, por Carlos Godoy com a proposta de contação de histórias, com narrativa oral cênica. A fonte inspiradora da Cia é o folclore infantil, teatro de bonecos e os contos populares do Brasil e do mundo. A Cia atua em São Paulo nas Bibliotecas Públicas Municipaís, Bibliotecas Vila Lobos, Biblioteca de São Paulo; projeto Domingo no Parque, Escolas, Casas de Cultura, Centros Culturais, Livrarias e unidades do Sesc.
O Nascimento de Zezin – com Lucas Bernoldi
O Nascimento de Zezin é um show interativo onde Lucas Bernoldi representa o menino Zezin, um violeiro contador de histórias que canta e brinca enquanto nos ensina fazendo perguntas. Em um diálogo com o público, o show apresenta um pouco da cultura popular brasileira nas cantorias entoadas pelo bardo. Indicado para toda a família.
Lucas é cantador, arte educador, compositor, capoeirista e palhaço. Tem a canção como centro de seu trabalho ministrando oficinas, fazendo shows, aulas, cantando, compondo e produzindo álbuns. Reside no interior de São Paulo na cidade de São Bento do Sapucaí, onde é participante ativo das folias, manifestações populares e de projetos artísticos e educativos da região. Os movimentos criativos de Lucas propõem um diálogo inventivo entre o momento presente e a ancestralidade do cantar, tendo como repertorio de canções e cantigas do imaginário brasileiro.
Fio da Meada – Mundo Todo, Todo Mundo – Cia Fio da Meada
De forma acolhedora e dinâmica, os artistas convidam o público a desenrolarem juntos um fio de histórias de pertencimento e afeto. Contos tradicionais, contos de sabedoria, músicas do cancioneiro popular e outros elementos da tradição oral são inspiração para compor esta trama/encontro.
O Fio da Meada é um Coletivo Cultural e um Núcleo de Pesquisas e Criações Artísticas, com sede em Santo Antônio do Pinhal/SP. Fundado com a premissa de promover a vivência, criação e difusão das Artes e Cultura das Infâncias, da Cultura Brasileira e dos elementos da Tradição Oral, desenvolve ações de linguagens artísticas variadas. São Shows; Espetáculos Teatrais, Contação de Histórias, Mediação de Leitura, Ocupação de Brincadeiras e Brinquedos, Intervenções Artísticas; Ambiências Criativas, Criação Literária e Encadernação Cartonera, Biblioteca Itinerante e Oficinas diversas para todos os perfis de público.
18h
Zenilda Lua e Marcelo Machado
Encontroversos é um livro – uma experiência poética que flerta com a psicanálise e joga luz nas faltas, silêncios, desejos e sentimentalidades. Da ordem do inconsciente, do que não foi dito, e quando escrito estabelece relação com percepções e afetos que propiciam melhoras. Um puxar e entrelaçar de fios, por meio de linhas de amor. A força do encontro. Encontre-se. Toda escrita é um contorno, um estímulo às emoções.

Zenilda Lua é paraibana. Assistente Social com especialização em Psicanálise. Escreveu livros de poemas e prosa. Tem poemas musicados por vários intérpretes e músicos da região. Idealizou e realiza saraus, encontros poéticos, projetos que ajudam a difundir a importância da leitura. Participa de grupos e coletivos que veem a arte como dispositivo de transformação, beleza, união e resistência.
Marcelo Machado Rodrigues, o Poeta Marcelo, é professor, psicanalista e jornalista. Com alcance orgânico e mais de 30 mil seguidores, as redes sociais projetaram o trabalho do autor, que já expôs seus escritos em diversos eventos literários como a Flim, Flit, Semana Monteiro Lobato, entre outros importantes pontos de arte e cultura. Em 2022, teve uma poesia inédita selecionada para a coletânea do selo Offflip, lançada na Flip, a tradicional Feira Literária de Paraty. Recentemente, concluiu a especialização em Psicanálise – Teoria e Técnica, na Universidade do Vale do Paraíba.
Durante o dia
Câmara Periférica Do Livro • Editora Amarelinha • Editora Diálogos Ação Educativa Escritores(as) Independentes • Escritoras(es) participantes da FLIPES.
Local: Casarão da Memória
9h
Cia Passarinho me Contou — Thayme Porto
Pelo superpoder da amizade, uma tartaruga descobre que a gente pode ser o que quiser na vida, desde que isso não envolva acúmulo de bens materiais, mas sim de amizades verdadeiras. Pois pelo poder da união os bichos da floresta ajudaram a amiga a realizar o maior sonho dela, com direito a acidentes de percursos, mas até aí, quem nunca, não é?!
Cia Passarinho Contou
Fundada em 2009, pela artista da palavra Thayame Porto. A Cia realiza ações artísticas para espalhar o hábito leitor.
11h
Maria Clara Teixeira
Intervenção realizada pelas ruas da cidade. Cansada do seu lugar quase imóvel, ela arrancou suas raízes de mandioca do chão e saiu andando. Fez dela mesma morada e moradia de tantos outros seres. Baseada no conto Baba Yaga, a portadora do fogo, através dela imaginamos um mundo onde natureza e humanidade convivem em harmonia.

Maria Clara é diretora, bonequeira, palhaça e contadora de histórias. Sua pesquisa artística transita entre o teatro de animação, a palhaçaria e as narrativas voltadas para públicos de todas as idades. Atualmente, circula pelo Brasil com o espetáculo lambe-lambe Casa da Floresta. Como palhaça, atua em espaços de rua e palco, investigando o jogo cênico, a escuta e a relação direta com o público. É integrante da Ateliêra, coletivo fundado em Vinhedo (SP) e dedicado às infâncias, onde desenvolve trabalhos que combinam contação de histórias, objetos, bonecos e música ao vivo. Licenciada em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), desenvolve projetos que conectam arte, oralidade e imaginação. Como arte-educadora, ministra oficinas de teatro, musicalização e construção de teatros de brinquedo.
14h
Direção: Ernesto Stock e Andreza Teixeira
“A Artista está presente” é uma websérie em quatro capítulos que resgata a história de artistas mulheres que foram apagadas dos livros oficiais de arte no Brasil.
Direção: Ernesto Stock e Andreza Teixeira

Ernesto Stock é escritor, artista visual e produtor audiovisual. Atua em diversas áreas e suportes, desenvolvendo trabalhos que relacionam memória e preservação. A frente do Oratório Filmes há 20 anos, onde dirigiu e editou dezenas de trabalhos.
Andreza Teixeira é artista visual e arte educadora. Fundadora do Atelier do Olhar, que há mais de 25 anos atua como centro de excelência de arte educação na região do alto tiete. Desenvolve trabalhos nos mais variados formatos, especialmente relacionados a cianotipia, fotografia, ilustração e audiovisual. Já realizou dezenas de exposições em várias regiões do Brasil.
Local: Biblioteca Comunitária Eugênia Sereno
Duração: 38min
17h
Severino Antônio e o autor Tarcísio Bregalda
Severino Antônio apresenta A Poesia de Tarcísio Bregalda: Poeta da Mantiqueira e do Mundo, Soprador de Utopias, uma obra dedicada à trajetória e à força poética de Tarcísio Bregalda, poeta profundamente ligado à Mantiqueira e à imaginação de outros mundos possíveis. O lançamento celebra uma poesia que nasce do território, da memória e da experiência humana, mas se projeta em direção às utopias. Professor, escritor e pesquisador da poética da infância, Severino Antônio conduz este encontro como um convite à leitura, à escuta e ao reconhecimento da poesia como forma de resistência, encantamento e reinvenção da vida.

Severino Antônio – professor (Redação, Literatura, Educação, Filosofia) e escritor (contos, poemas, ensaios); com Katia Tavares, trabalha com uma nova escuta da poética da infância, e encontros com professores, escolas, famílias e comunidades. Dentre outras obras, publicou Reencantamento do Mundo-teia, trama, tecido, tessitura; Algumas histórias-encantamentos quase silenciados; Monólogo pela Terra; A poética da infância (com Katia Tavares) e O voo dos que ensinam e aprendem (com Katia Tavares).
Tarcísio Bregalda é poeta, escritor e cirurgião-dentista radicado em São Bento do Sapucaí, na Serra da Mantiqueira. Autor de obras como Os Riscos das Margens, Itinerau, Naveganças e Soprador de Utopias, constrói uma poesia profundamente ligada à natureza, à memória e aos afetos do cotidiano. Sua escrita reúne lirismo, sensibilidade e um olhar atento para as paisagens humanas e naturais que inspiram sua trajetória.
Local: Biblioteca Eugênia Sereno
18h
Bel Santos Mayer • Mediação: Giovanna Santana
Bel Santos Mayer é educadora social, mestra em Turismo (EACH/USP), licenciada em Ciências/Matemática, Bacharel em Turismo (UAM) com especialização em Pedagogia Social. Coordena o Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário – IBEAC, é co-gestora da Rede de Bibliotecas Comunitárias LiteraSampa, membro do grupo de pesquisa em Direitos Humanos, Democracia, Política e Memória do Instituto de Estudos Avançados (IEA – USP), curadora da 11ª Edição do Prêmio São Paulo de Literatura, do Conselho Curador do 63° e 64° Prêmio Jabuti e do Conselho Curatorial do Theatro Municipal de São Paulo (2021 e 2023). Prêmios recebidos: SNEL (2025) – Sindicato Nacional dos Editores de Livros – Título de Incentivadora do Livro e da Leitura – Professores e bibliotecários; Prêmio Jabuti (2024) – 1º Lugar – IBEAC Literatura: os caminhos literários das bibliotecas comunitárias de Parelheiros – Eixo: Inovação – Fomento à Leitura; Prêmio Pessoa Inspiradora (2021) – Bel Santos Mayer – APF – Associação Paulista de Fundações; Prêmio APCA (2020) – Associação Paulista de Críticos de Artes – Difusão de Literatura Brasileira; Prêmio Retratos da Leitura (2019); Prêmio Instituto Prazer em Ler – IPL (2019); Estado de São Paulo para as Artes (2019); Prêmio Jabuti (2019) – Finalista – Rede LiteraSampa – Eixo: Inovação – Fomento à Leitura.
Mediação: Giovanna Santana – Mestra em gestão da informação; especialista em gestão de projetos, em customer service e em gestão cultural; graduada em arquitetura e urbanismo. Integra: o Grupo de Trabalho do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo; o Grupo de Trabalho Conhecimento, da Rede de Leitura e Escrita de Qualidade para Todos. Atualmente está como gerente de Programas e Projetos e representante dos funcionários no Conselho de Administração da SP Leituras – Associação Paulista de Bibliotecas e Leitura. Tem experiência na área da Cultura, atuando principalmente nos seguintes temas: gestão cultural; programas e projetos socioculturais, literários e educacionais; monitoramento e avaliação; terceiro setor; bibliotecas públicas.
20h
Resultado dos processos formativos realizados nas oficinas de canto, pandeiro, teatro e danças brasileiras, esta ação apresenta ao público a potência criativa dos participantes em uma experiência coletiva de expressão artística. A atividade celebra a arte como ferramenta de aprendizado, convivência e valorização da cultura brasileira, reunindo diferentes linguagens em uma apresentação construída a partir dos encontros e das vivências compartilhadas ao longo das oficinas realizadas pela comunidade na Biblioteca.
10h
Dulce Marchioro
Na oficina a artista compartilha técnicas tradicionais da arte têxtil por meio de uma experiência prática e criativa. Os participantes são convidados a conhecer os processos de composição de estandartes, e suporte individual de pratos, utilizando tecidos de algodão, chita, bordados, aplicações e elementos decorativos inspirados nas manifestações populares brasileiras, com elementos da natureza, folhas galhos…
Dulce Marchioro é artista, artesã e guardiã de saberes tradicionais da Mantiqueira. Desenvolve seu trabalho a partir do diálogo entre arte, memória, natureza e cultura popular, mantendo vivo um espaço de criação e encontros no Bairro do Quilombo, em São Bento do Sapucaí. Sua trajetória é marcada pela valorização dos fazeres manuais, da oralidade e das tradições locais, transformando seu ateliê em um território de partilha, beleza e pertencimento.

14h
Companhia de Inventos
Marionetes a Fio é um espetáculo de teatro de animação que reúne cenas independentes permeadas por humor, música e fantasia. As marionetes dão vida a situações inspiradas no cotidiano, nas brincadeiras de infância, no universo do circo e no imaginário popular. Com delicadeza e inventividade, o espetáculo cria encontros entre o real e o fantástico, encantando públicos de todas as idades. Em constante renovação, a montagem incorpora novos quadros e histórias a cada temporada.
A Companhia de Inventos desenvolve há 40 anos atividades de criação e apresentação de teatro de bonecos, dando especial atenção às marionetes (bonecos de fio). Com apresentações no Teatro Casa de Boneco em Tiradentes e viajando por todo Brasil, para a Companhia de Inventos o que importa é levar a alegria das marionetes para todo lugar.
Local: Biblioteca Eugênia Sereno
Duração: 38min
18h
Direção: Rogério Nunes e Vivian Altman • Bate-papo com o diretor
“Boca do Lobo” é um longa-metragem de animação de longa metragem, voltado ao público infanto-juvenil entre 8 a 14 anos, e para toda a família. O filme é uma aventura bem-humorada sobre dois meninos do século XIX, Benjamim e Jeremias, que caem em um túnel do tempo e vão parar no meio de uma metrópole moderna. O Filme foi gravado na cidade de São Paulo e São Bento.
Direção: Rogério Nunes e Vivian Altman
Bate-papo com o diretor Rogerio Nunes Duração: 90min.
21h
Elizabete Ribeiro
Elizabete Ferreira Ribeiro, formada em Piano pelo Conservatório de Pouso Alegre MG (1984) sob orientação de Antonio Delorenzo. Estudou piano também com: Maria Celeste de Almeida, Alba Regina Machado, Mariana Marques Machado, Wilma Andéry, José Henrique Duprat e Maria de FátimaFontes Piza Pimentel. Formada em regência de Coral com os maestros: Lincoln Andrade, Ângelo Fernandez, Henry Leck, Yara Frick Matt, Telma Chan Carlos Alberto Fonseca, com Aperfeiçoamento para Regentes Corais na USP-ECA USP sob a direção de José Antonio Ramos Santos. Participou de inúmeros master classes destacando-se com Eudóxia de Barros e Antonio Bezzan. Atua como professora, e artista na sua cidade Paraisopolis (MG) e região.
Local: Biblioteca Eugênia Sereno
14h
Cris Eich
Inspirada nos livros Doze dias com minha avó (editora Krauss) e Nós duas (Pandabooks), a autora e ilustradora Cris Eich convida crianças e adultos para uma roda de leitura e bate-papo sobre a infância compartilhada com nossos avós. Todos serão convidados a desenhar com a Cris e compartilhar cumplicidade, memórias e todo afeto que couber nos desenhos. Para participantes de todas as idades.
Cris Eich é aquarelista, autora e ilustradora de livros para a infância, atuando há mais de 30 anos na literatura infantojuvenil brasileira. Ao longo de sua trajetória, ilustrou mais de 100 obras de diversos escritores e também assina textos autorais em parte de sua produção. Vive em São Bento do Sapucaí, terra de suas memórias de infância e de suas raízes familiares. Mãe de Caié e Juju, encontra nas filhas companheiras de leitura, caminhadas e viagens, que inspiram seu olhar sensível para a infância e a imaginação.
Local: Biblioteca Eugênia Sereno
17h
Izildinha Costa e Adriana Marques (Grupo Ô, minha gente!)
A intervenção artística “Chuva de Delicadezas” é uma experiência
sensível e imersiva que une música e poesia criadas por mulheres.
Inspirada na fluidez emocional que a água simboliza – sentimentos
represados ou transbordantes –a intervenção é um convite para mergulhar
nas obras de grandes poetisas, compositoras e artistas que marcaram a
literatura e a música brasileira.

Sinopse
De forma leve e poética, duas atrizes cantantes levam ao público músicas e
poemas criados por mãos femininas. Com a presença de violão, percussão
e um “solta-chuva” como guia, o espetáculo se constrói de forma itinerante
e interativa, convidando o público a vivenciar um “banho de chuva” simbólico
e transformador.
Duração: 30 minutos
Classificação: Livre
18h
Nelson Screnci • Exposição de livros do artista Joubert
Como surge o conceito do Livro de Artista na História da Arte, com Nelson Screnci
Exposição de Livros produzidos pelo Artista Joubert
Nelson Screnci é artista plástico, professor de Artes Visuais e de História da Arte. Nascido em São Paulo, formou-se em Artes Plásticas pela FAAP e recebeu, em 1983, o Prêmio Pirelli-Masp. Com uma trajetória de mais de quatro décadas, realiza exposições, cursos, palestras e projetos de formação artística no Brasil e no exterior. Sua pintura articula referências da memória, da história da arte, da literatura e do cotidiano, criando imagens que convidam à reflexão sobre a condição humana e a realidade contemporânea. Sua obra integra acervos de importantes museus brasileiros e internacionais.
Joubert Stape Jr. é natural de Tatuí – SP. Formou-se em Engenharia de Aeronaves no ITA. Por mais de 20 anos trabalhou em empresas das áreas de computação e tecnologia da informação e após este tempo decidiu dedicar, não de corpo e alma, a tentar fazer algo artístico, seja em tela, madeira, argila, papel ou outro meio de suporte para suas ideias.
Local: Biblioteca Eugênia Sereno
19h30
José Rui Camargo • Mediação: Benilson Toniolo
José Rui Camargo (Zé Rui) nasceu em São Bento do Sapucaí, SP, em 07 de março de 1955. Formou-se em Engenharia Mecânica pela UNIFEI e Doutorou-se em Transmissão e Conversão de Energia pela UNESP. Atualmente aposentado, foi professor e pesquisador da Universidade de Taubaté (UNITAU) por 37 anos, tendo sido Reitor da Instituição de 2010 a 2018. Foi membro do Conselho Estadual de Educação do Estado de São Paulo, vice-presidente da AIMES (Associação das Instituições Municipais de Ensino Superior do Estado de São Paulo), membro da ABRUEM (Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) e membro de inúmeras entidades ligadas à ciência, tecnologia e educação.

É escritor (autor de dezessete livros e inúmeros capítulos de livros, artigos para jornais e revistas e coletâneas literárias), membro da Academia Taubateana de Letras, da União Brasileira de Trovadores, da Academia União Cultural, entre outras. É músico, instrumentista e compositor tendo gravado onze CD’s de composições autorais (MPB, samba, pop, baladas, entre outros estilos).
Mediação: Benilson Toniolo
Benilson Toniolo (Santos, 1968), professor, escritor, historiador e gestor público, atua como consultor na AME Cultura (Agência Mineira de Entretenimento) no projeto Trilha-Crie Políticas Públicas e na AMANA – Plataforma de Desenvolvimento Turístico Sustentável de Campos do Jordão e Mantiqueira. Atuou como Secretário de Cultura de Campos do Jordão por 12 anos. Membro de várias Academias de Letras e outras entidades como União Brasileira de Escritores e Instituto de Estudos Valeparaibanos, escreve artigos sobre Política, História e Cultura e publicou 34 livros como autor e organizador.

Local: Biblioteca Eugênia Sereno
20h
Grupo Quebra Chiquinha
Formado por caiçaras de Ilhabela e Ubatuba, o grupo trás o resgate da música tradicional caiçara, às vezes denominada como Ciranda, outras como Fandango Caiçara (Reconhecido como patrimônio cultural brasileiro em 2012). Trata-se de uma expressão musical-coreográfica-poética e festiva com suas próprias características e que é enraizada no cotidiano das comunidades caiçaras. Na apresentação o grupo usa os instrumentos tradicionais feitos artesanalmente, inclusive pelo próprio Mestre Ostinho, que é membro do grupo. Durante a apresentação, o público presente é convidado a aprender algumas das danças típicas dessa tradição.
Local: Biblioteca Eugênia Sereno
10h
Adriana Marques e Izildinha Costa
É uma contação de histórias musical que revisita o clássico João e o Pé de Feijão por um olhar surpreendente: o da mãe de João. Em muitos contos de fadas, as mães quase não aparecem ou sequer têm nome. Nesta releitura divertida, sensível e cheia de música, a mãe torna-se protagonista da aventura, revelando coragem, inteligência e amor ao enfrentar desafios para proteger seu filho.
Izildinha Costa é atriz, contadora de histórias, cantora, compositora e arte-educadora. Atua nas artes cênicas desde 2002, desenvolvendo pesquisas que articulam teatro, música, literatura, oralidade e memória afetiva. É cofundadora dos grupos Ô, Minha Gente! e Fulôres e integra o Grupo Teatro do Imprevisto e a Cia A Blau Quer Falar. Ministra oficinas de jogos teatrais, contação de histórias e mediação literária para diferentes públicos. Também integra os projetos musicais Canto de Coruja e Passarinheiros. Em 2023 lançou Brincar de Quê?, seu primeiro livro de poesia para crianças, ampliando sua pesquisa entre literatura, infância e cena.
Adriana Marques é atriz, diretora, produtora e palhaça, com trajetória artística iniciada em 1985. Atuou em mais de 30 espetáculos apresentados no Brasil e no exterior, integrando grupos como Teatro D’Aldeia, Cia Los Trancos e Barrancos, Gran Cirque de Duá e Klaus Arrependimentos Artísticos.
Desenvolve pesquisa continuada em palhaçaria, apresentada no World Congress on Communication and Arts, em Portugal. Possui ampla formação teatral e circense com importantes artistas da área. Atualmente integra o elenco de espetáculos e intervenções que unem humor, poesia e sensibilidade, entre eles Chuva de Delicadezas, com direção de Izildinha Costa.
Duração: 30min.
Classificação: Livre
Local: Biblioteca Eugênia Sereno
14h30
Cosme Nascimento
Cosme Alves do Nascimento é percussionista, produtor cultural e articulador do movimento negro. Formou-se em Percussão pela Universidade Livre de Música Tom Jobim (ULM), onde estudou entre 2000 e 2005 e participou da organização do coral que integrou a histórica Missa dos Malungos, apresentada no Memorial da América Latina com produção de Milton Nascimento. Atuou na Secretaria de Cultura de Suzano (2008–2010), promovendo seminários, oficinas e ações voltadas à valorização da cultura afro-brasileira, além de contribuir para a criação do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, do Pavilhão Afro Zumbi dos Palmares e do Dia Municipal da Consciência Negra. Desde 2002, colabora com o projeto Cadernos Negros (Quilombhoje Literatura), referência da literatura negra brasileira, representando-o em bienais, feiras literárias, saraus e eventos culturais em todo o país.
Local: Biblioteca Eugênia Sereno
15h
Alcidéa Miguel
Alcidéa Miguel é Musicista, Radialista, Miss Beleza Negra de Santo André, Atriz, Palestrante, Contadora de Histórias e Escritora Afro-brasileira. Participou de 68 antologias no Brasil, Argentina, Alemanha, Malta, Itália e Portugal. Publicou 15 livros solo para o público infantil e adulto nos gêneros poesia, contos, crônicas e romance (Editora Scortecci). É membro da Academia de Letras da Grande São Paulo, Praia Grande, Academia Internacional de Literatura Brasileira e Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande. Recebeu prêmios notáveis ao longo de sua carreira literária e musical A palestra reafirma o compromisso com uma educação de qualidade socialmente referenciada, pautada na equidade, no respeito e na valorização das identidades culturais. Trata-se de uma ação contínua de transformação, que busca fortalecer o papel do educador e do educando antirracistas, capazes de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, plural e humana.
Local: Biblioteca Eugênia Sereno
18h
Bibliotecas da RA de São José dos Campos • Mediação: Celice Oliveira
O Encontro Regional de Bibliotecas reúne bibliotecas da Região Administrativa de São José dos Campos para fortalecer o diálogo, a articulação e a troca de experiências entre profissionais e iniciativas de direito ao livro e leitura. A partir do PELLLB – Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, o encontro propõe uma reflexão sobre o direito à leitura como direito cultural e instrumento de cidadania, democratização do conhecimento e transformação social. Um espaço para compartilhar práticas, desafios e caminhos para ampliar o acesso ao livro e à literatura nos territórios e a construção dos Planos Municipais.
Local: Biblioteca Eugênia Sereno
20h
Marcel Powell
Marcel Powell é músico, filho do lendário violonista e compositor Baden Powell. Iniciou sua formação musical ainda criança e tornou-se profissional aos 9 anos, tendo no próprio pai seu principal mestre. Ao lado de Baden e do irmão, o pianista Philippe Baden Powell, participou de gravações e apresentações no Brasil e no exterior. Em carreira solo lançou discos como Samba Novo, Aperto de Mão e Corda com Bala, consolidando uma trajetória dedicada ao violão e à música instrumental brasileira
Local: Biblioteca Eugênia Sereno
10h
Maria Cipriano
Maria Cipriano é bordadeira tradicional de São Bento do Sapucaí, onde desenvolve seu trabalho em arte textil a partir dos saberes e fazeres tradicionais desenvolvidos desde sua infância. Sua produção valoriza o bordado como prática de memória, criação e transmissão de conhecimentos entre gerações. Em suas mãos, linhas, tecidos e pontos se transformam em narrativas que dialogam com a cultura, o cotidiano e a identidade da Mantiqueira. É a bordadeira mais antiga da cidade de São Bento do Sapucaí, dona dos bordados do avesso perfeito. Bordou com grupo de Bordadeiras da Biblioteca o Livro bordado – O Pássaro da Escuridão de Eugênia Sereno com encontros durante 9 anos.
Local: Biblioteca Eugênia Sereno| Casarão da Memória
14h
André Kondo (Prêmio Jabuti 2025)
Atividade do Programa Viagem Literária – Apoio a Festivais Literários.
André Kondo é escritor e editor, autor de obras para públicos infantil, juvenil e adulto. Nascido em Santo André e criado em Taubaté, é descendente de imigrantes japoneses e percorreu mais de 60 países em busca de inspiração para sua literatura. Pós-graduado pela University of Sydney, publicou diversas obras premiadas e recebeu mais de 400 prêmios literários. Em 2025, conquistou o Prêmio Jabuti por O Silêncio de Kazuki, obra que resgata a memória familiar e a relação entre pai e filho.
Local: Biblioteca Eugênia Sereno
17h
Vânia Coelho • Mediação: Valmir de Souza
Vânia Coelho é jornalista, escritora, palestrante e mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Atuou em veículos de comunicação e lecionou por mais de 30 anos em universidades, nas áreas de Jornalismo, Direito, Psicologia e Letras. É autora de romances, contos e ensaios, entre eles A Incrível Lenda da Inferioridade, publicada em dois volumes em Portugal, obra que resgata as trajetórias de 66 mulheres silenciadas pelo patriarcado. Em 2026, lança Arte em Perspectiva, com ensaios sobre cinema, literatura, música e teatro, e O Que os Homens Falam, antologia de contos. É membro da Academia Internacional de Literatura Brasileira, de Nova York, e atualmente colabora com a revista Autorretratos.
Mediação: Valmir de Souza
18h
Jô Freitas • Mediação: Thabata Ewara
Neste Livro – as palavras de Jô Freitas, atravessam os Brasis. O livro faz imaginar sua criatividade ainda criança, observando, ouvindo e processando todos os acontecimentos ao seu redor. Seus olhos de menina preservaram a cor do chão, as sensações da boca, dos pés e frases que passearam em seu ouvido, tudo guardado nas pontas dos dedos. O trabalho de resgatar memórias não é nada simples. Tem quem passe a vida fugindo do rastro de sua própria história. Fazer uma viagem de retorno, reencontrar pessoas distantes de hoje e juntar as letrinhas do passado é para gente corajosa. E o escritor tem muito disso, de mexer no que tá quieto. É o que nossa maestra das palavras faz. Nestas folhas dá pra ver a poesia que chega à São Paulo arrastando a chinela desde Paulo Afonso, no sertão da Bahia, com suas marcas, sons, vazios e cheias. Temos a Jô da selva de pedra, dos prédios, becos e vielas, dos olhos altivos e gritantes contra o racismo e o machismo, e no livro se depara agora com outras sutilezas de uma mulher porreta. É possível sentir a urgência dessa escrita, como se estivesse guardada a sete chaves. O dentro, do dentro do dentro, daquilo que se demora a encarar, mas é inevitável para que um passo além seja dado em forma de arte. Desde o rachado do chão até as rachaduras internas, aquelas que precisam mais do que água para se recompor. Passando pelos entrelaces e conflitos de um país misturado à força e na base da violência, a narrativa de “Goela Seca” te convida para diferentes cenários, personagens e interpretações. A cada nova leitura, outro detalhe, mais um sentido, novas sacadas. Tudo é poesia, como havia de ser, mas também é prosa, é conto e romance.
Jô Freitas é poeta, escritora, artista da palavra e educadora, com atuação destacada na literatura periférica e nos saraus. É idealizadora do Sarau Pretas Peri e do Sarau Lima e os Novos Barretos, iniciativas que fortalecem a produção literária, a oralidade e a presença de vozes periféricas na cena cultural brasileira. Foi vencedora do Troféu Baobá de Literatura (2021), do Fade to Black (2020) e do Prêmio Suburbano Convicto, na categoria Poeta da Periferia (2019). Em 2020, participou como palestrante do TEDx Campinas e já compartilhou a cena com artistas como Mano Brown, no Troféu Raça Negra, e Monja Coen. Desenvolve oficinas de escrita criativa em Cenopoesia, explorando narrativa, oralidade e performance como ferramentas de criação e expressão. Também circula por escolas públicas com o projeto Lugar de Poesia é em Todo Lugar, realizando palestras e oficinas de escrita criativa. Atualmente, cursa Biblioteconomia e Ciência da Informação pela FESPSP.
Mediação: Thabata Ewara
Thabata Eloiza é atriz, poeta, roteirista, dramaturga e produtora periférica. Há mais de 20 anos, sua prática artística e cultural se desenvolve a partir de projetos autorais em territórios periféricos e originários como campo de experimentação estética e ativismo socioambiental. É fundadora da Associação Cultural Aliança Libertária Meio Ambiente (Coletivo ALMA) onde desenvolve ações culturais, educativas e de mobilização comunitária. Sua produção artística transita entre literatura, teatro e o cinema, com obras reconhecidas e premiadas em âmbito nacional e internacional. Integra a equipe de produção da FLIPES – Festa Literária do Interior Paulista Eugênia Sereno, contribuindo para a criação de espaços de encontro, circulação e diálogo entre diferentes vozes da literatura brasileira.
20h30
Socorro Lira
A cantora e compositora Socorro Lira apresenta o show do álbum “Dá-me as Rosas, a poesia de Carolina Maria de Jesus na música de Socorro Lira”, décimo sexto da sua discografia. Dá-me as Rosas é o terceiro lançamento do projeto AvivaVOZ, projeto criado em 2017 pelas escritoras Maria Valéria Rezende e Susana Ventura, juntamente com Socorro Lira. Todas as letras do repertório são da célebre autora do best-seller ‘Quarto de Despejo’, Carolina Maria de Jesus com melodias de Lira. O álbum Dá-me as Rosas tem participações especiais da Dama do Reggae, a maranhense Célia Sampaio (Os Feijões), da compositora e cantora moçambicana Mingas (Trinado) e do trio paulistano Clarianas (As Aves).
Local: Palco Externo – Praça do Largo da Matriz
11h
Mesa Ancestral — Comida Afetiva é um encontro que celebra a comida como território de memória, afeto, identidade e transmissão de saberes. A partir de receitas, histórias e práticas culinárias compartilhadas entre gerações, a mesa se transforma em espaço de escuta e encontro, revelando como os alimentos guardam memórias de família, comunidade e território. Uma experiência que aproxima cultura e cotidiano, reconhecendo a cozinha como lugar de ancestralidade, resistência e celebração da vida.
Local: Palco Externo – Praça do Largo da Matriz
14h
Jacqueline Baumgratz
Jacqueline Baumgratz – Mestre em Ciências Sociais pela USP, artista, pedagoga, psicopedagoga, psicanalista, especialista em Gestão de Políticas Públicas de Cultura, foi diretora de Cultura e Patrimônio em São José dos Campos e atual coordenadora geral do Projeto Nacional Brinca Brasil do Pontão de Cultura Bola de Meia.
Local: Biblioteca Eugênia Sereno| Casarão da Memória
15h
Cia Bola de Meia
Brinca Brasil é um show musical com 10 artistas, músicos mestres e brincantes do Pontão Bola de Meia para todas as idades. Uma celebração a diferentes expressões das brincadeiras cantadas da cultura brasileira
A Cia. Bola de Meia é um coletivo artístico dedicado à criação e circulação de espetáculos para crianças e famílias, com pesquisa voltada ao teatro, à música, à cultura popular e às narrativas da infância. Em suas criações, valoriza a ludicidade, a imaginação e a participação do público, aproximando arte e educação de maneira sensível e acessível. A companhia desenvolve trabalhos que celebram a oralidade, a memória e o encantamento como caminhos para o encontro entre artistas e espectadores.
16h
André Gravatá
Um Convite Para Se Aproximar Da Poesia
Uma oficina para alargar a percepção sobre o que é poesia. Para aproximar a poesia do cotidiano, da vida mais banal, do dia a dia. Vamos brincar com as palavras e soltar o pé da letra, para que ela tenha liberdade de correr no corpo. Vamos aguçar os sentidos para criar ainda mais intimidade com as palavras. Por meio de proposições e conversas, a intenção é investigar como a poesia acontece no corpo, na voz, no coletivo.
André Gravatá é poeta e educador. Escreveu os livros Converseiro da natureza, Floresta de perguntas, O aniversário da terra e O pulo da carpa, entre outros. Já colaborou com a revista Piauí e realiza oficinas de poesia em diversas instituições. Inventa poesia em tecido para pegar a palavra com a mão. Recebeu o Prêmio Educador Inventor pela Cidade Escola Aprendiz.
18h
Vera Massagão e Roberto Catelli Jr, mediação Eleison Leite
19h
O que sustenta a literatura de mulheres negras?
Lilia Guerra é autora da compilação de contos “Perifobia”, finalista do Prêmio Rio de literatura, e do romance “Rua do Larguinho”. Seu primeiro livro, “Amor Avenida”, originalmente lançado em 2014, foi reeditado em 2022, quando também foram impressos os três volumes da coleção “Novelas que escrevi para o rádio” e “Crônicas para colorir a cidade”. Em 2023, foi contemplada com o Prêmio Carolina Maria de Jesus pelo inédito “Cavaco do ofício”, reunião de contos. Lilia promove ações que incentivam o hábito da leitura e da escrita. Sobretudo, nos locais mais afastados do centro da cidade de São Paulo. “O céu para os bastardos” é seu mais recente romance, finalista do Prêmio São Paulo de literatura em 2024.
21h
Lenna Bahule
Lenna Bahule é uma vocalista, compositora e arte-educadora originária de Moçambique. Ela é conhecida por seu alcance vocal e arranjos sofisticados, além de ritmos vibrantes que misturam sons tradicionais e contemporâneos de Moçambique e de outras culturas afro. Seu estilo de música transcendental e cativante é caracterizado pelo uso de materiais orgânicos para produzir música, paisagens sonoras eletrônicas, letras em diferentes idiomas africanos e imaginários e experiências imersivas de corpo-mente-alma.

Lenna Bahule colaborou com músicos de todo o mundo, incluindo nomes renomados como Varijashree Venugopal (Índia), Mélanie Bourire (Ilhas Reunião, Virginia Rodrigues (Brasil), Mû Mbana (Guiné-Bissau), Paulo Flores (Angola) e Stewart Sukuma (Moçambique). Sua discografia é composta por 2 albuns autorais (NÔMADE e KUMLANGO) e um de canções e brincadeiras populares de Moçambique (MEMÓRIAS DAQUI- cantares e outros sons).
Local: Palco externo
10h
Anna Carol Neto
A amarelinha editora ganhou vida a partir da causa #CriançaAutora. Nasceu, em 2021, idealizada por Anna Carol Neto (jornalista) com o propósito de criar um espaço único e acolhedor para que jovens autores publiquem suas histórias de forma autêntica e que marquem suas vidas. Desde então, tem se dedicado incansavelmente a dar voz a crianças e adolescentes que, com um olhar único sobre seu mundo, criam histórias que se conectam com seus sentimentos e interesses.
14h
Márcia Lopes
Época de Manga é um mergulho visceral nas estações da alma humana. Em versos táteis e imagéticos, Márcia Lopes canta o parto doloroso da poesia, atravessando as marcas do tempo, as memórias de infância colhidas no pé e a crueza do amadurecimento. Entre o doce e o áspero, o livro transforma lembranças, afetos e experiências em matéria poética, revelando uma escrita que nasce do corpo e da memória. Uma obra sobre fincar os pés de volta no nosso primeiro pomar, onde habitam as memórias, os afetos e as raízes de quem somos. *Época de Manga* redescobre a beleza e a doçura escondidas no tempo, lembrando que, mesmo depois das podas e dos amadurecimentos, aquilo que nos constitui sempre encontra um jeito de florescer dentro de nós.
Márcia Lopes é jornalista e escritora. Em 2026, estreia na poesia com Época de manga, publicado pela Editora Reformatório, livro que reúne uma poética marcada pela força da voz feminina, pela experiência do corpo e pela reinvenção da vida através da palavra. Sua estreia foi apresentada como uma obra de escrita madura e potente, que convida o leitor a atravessar diferentes camadas de memória, desejo e existência. Criadora e Mediadora do PODCAST Papo no Subsolo onde entrevista autores.
16h
Formado por mulheres cantoras, compositoras e instrumentistas de Ubatuba (SP), o grupo Luara Oliveira e as Comadres nasce da iniciativa de Luara Oliveira, em parceria com Marilua Azevedo, Raquel Nascimento e Ludmila Santos, com a missão de valorizar a tradição da roda de samba e fortalecer o protagonismo feminino na música brasileira. O projeto une pesquisa, memória e representatividade, celebrando a presença das mulheres na construção da história do samba.
Local: Palco Externo
Programação sujeita a alterações. Todas as atividades são gratuitas
FLIPES FORMATIVA
A FLIPES Formativa promove processos continuados de aprendizagem artística e cultural, oferecendo oficinas gratuitas que estimulam a expressão criativa, a convivência comunitária e a valorização das tradições brasileiras.
Ritmos brasileiros, musicalidade e prática coletiva.
Técnica vocal, repertório popular e expressão artística.
Vivências corporais inspiradas em manifestações tradicionais e populares do Brasil.
Fragmento de “Tistu, o menino do dedo verde”.
Circula FLIPES
Exposições nos bairros e ateliês.
Bairro Monjolinho — Solar Ateliê
Artes das Figureiras de São José e Taubaté
Laís Magalhães | Solar Ateliê
Artista e ceramista, Laís Magalhães mantém, desde 2015, o Solar Ateliê em São Bento do Sapucaí, onde produz peças únicas em cerâmica de alta temperatura. O espaço, localizado na zona rural e integrado à paisagem das montanhas, é também um lugar de encontro, criação e compartilhamento, oferecendo aulas, vivências, exposições e venda de sua produção.
Desde 2008, quando iniciou seu primeiro ateliê em Três Picos, Nova Friburgo (RJ), Laís constrói uma trajetória dedicada à cerâmica e à experiência coletiva em torno da arte e do fazer manual.
Bairro Quilombo
Exposição Livro Objeto
Feh Prado (Fernanda Costa Prado Ferreira)
Artista multidisciplinar, arquiteta, paisagista, designer, escritora, fotógrafa e agricultora regenerativa, natural de São Bento do Sapucaí, na Serra da Mantiqueira. Sua produção transita entre diferentes linguagens visuais e plásticas, articulando cor, matéria, formas orgânicas e design em uma pesquisa que conecta arte, arquitetura, paisagem e sustentabilidade.
Com trabalhos reconhecidos e premiados no Brasil e no exterior, desenvolve murais, instalações e esculturas a partir de sucatas e materiais descartados, além de projetos de arquitetura, paisagismo e design que integram criação, território e regeneração da paisagem nativa.
Ateliê — Oficina da Passagem
Paisagens entre panos
Dulce Marchioro
Artista plástica e artesã têxtil de São Bento do Sapucaí (SP), Dulce Maria Marchioro desenvolve uma produção que une arte, artesanato e cultura popular, transformando tecidos, linhas, cores e texturas em obras que dialogam com a memória, a identidade e as tradições da Serra da Mantiqueira.
Em seus trabalhos, o patchwork, o bordado, as aplicações em tecido e a composição têxtil tornam-se linguagens para retratar paisagens, manifestações culturais, elementos da natureza e referências do imaginário popular brasileiro.
05/09 — Cine Brasil
Premiado curta brasileiro lançado em 2023. O filme acompanha Rosana, interpretada por Nadhia Gagaus, uma mulher madura que, atravessada pelo luto, redescobre o desejo, a intimidade e a possibilidade de recomeçar. Em uma narrativa delicada e sensível, SAL aborda a passagem do tempo, o corpo, a solidão e a potência de voltar a desejar. Ao final das exibições, bate-papo com a atriz.
Iniciou no teatro no começo dos anos 1980, quando ganhou prêmio de melhor atriz coadjuvante em festival. Cursou Atuação no Instituto Stanislavsky, em São Paulo, e atuou em produções teatrais em São Bento do Sapucaí, além de longas, curtas, séries, publicidade e novelas verticais na capital. Em 2024, ganhou o prêmio de melhor performance em festival de cinema com o curta “SAL”; em 2025, foi Melhor Atriz no Festival Cine Santo André.
Atividades diárias e Eixos temáticos
Apresentação de obras baseadas em eixos curatoriais que privilegiam a diversidade de vozes.
Atividades práticas de dança, teatro, canto, percussão e saberes tradicionais, como o bordado.
Diálogos entre escritores, pesquisadores e o público sobre os rumos da literatura brasileira.
Momentos de expressão artística livre e apresentações musicais de destaque regional.
Espaço para exposição, trocas e vendas, aproximando o leitor de editoras independentes e autores locais.
Atividades lúdicas dedicadas exclusivamente ao incentivo à leitura desde a infância.
Oficinas e encontros voltados para o fortalecimento pedagógico de educadores da rede pública.