14ª edição • São Bento do Sapucaí

Uma festa para  Eugênia

Literatura, arte e sustentabilidade no coração da Serra da Mantiqueira

13 a 20


SETEMBRO

2026

Gratuita

cultura para todos
0

dias de encontro

0 %

de atrações regionais

0

municípios conectados pela arte

O que é a Flipes?

A literatura
transforma
a cidade

A FLIPES — Festa Literária do Interior Paulista Eugênia Sereno é um festival anual, gratuito e sustentável em São Bento do Sapucaí (SP), que promove saraus, shows, lançamentos, contação de histórias, exposições, gastronomia e muito mais no coração da Serra da Mantiqueira.

Flipes 2026

A semana começa nas ruas

Como em todos os anos, a 14ª edição da FLIPES celebra o aniversário de Eugênia Sereno, escritora, professora e pianista nascida em São Bento do Sapucaí e vencedora do Prêmio Jabuti em 1966. Para homenageá-la, o evento reúne diferentes linguagens artísticas com 80% de sua programação realizada por pessoas da região.

Sábado

12

de Setembro

Abertura oficial da 14ª edição

6 atividades

10h

Cortejinho

Cia Severina

A Severina Cia de Teatro é um coletivo de artistas e arte-educadoras do Vale do Paraíba, com sede em Pindamonhangaba. Fundada em 2016 a partir das ações culturais desenvolvidas na Casa Patchô, espaço cultural independente criado em 2013, a companhia promove encontros entre artistas e comunidade por meio de espetáculos, formações e projetos culturais. Sua pesquisa integra teatro, música, artes visuais e cultura popular, valorizando as culturas da infância, o brincar e o protagonismo feminino como caminhos para a criação artística e a transformação social.

11h

Intervenção Artística — Teatro Lambe-Lambe “Casa da Floresta e a Morada em Movimento

Maria Clara Teixeira

Sobre a Morada em Movimento: Cansada do seu lugar quase imóvel, ela arrancou suas raízes de mandioca do chão e saiu andando. Fez dela mesma morada e moradia de tantos outros seres. Baseada no conto Baba Yaga, a portadora do fogo, através dela imaginamos um mundo onde natureza e humanidade convivem em harmonia.

 

 

Maria Clara é diretora, bonequeira, palhaça e contadora de histórias. Sua pesquisa artística transita entre o teatro de animação, a palhaçaria e as narrativas voltadas para públicos de todas as idades. Atualmente, circula pelo Brasil com o espetáculo lambe-lambe Casa da Floresta. Como palhaça, atua em espaços de rua e palco, investigando o jogo cênico, a escuta e a relação direta com o público. É integrante da Ateliêra, coletivo fundado em Vinhedo (SP) e dedicado às infâncias, onde desenvolve trabalhos que combinam contação de histórias, objetos, bonecos e música ao vivo. Licenciada em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), desenvolve projetos que conectam arte, oralidade e imaginação. Como arte-educadora, ministra oficinas de teatro, musicalização e construção de teatros de brinquedo.

14h

Apresentação da Revista ESCRITORIA - Literatura, Cultura e Arte

A Revista Escritoria – Literatura, Cultura e Arte surge do desejo de democratizar espaços herméticos e promover diálogos entre escritores, artistas e pensadores de diferentes idades e estilos. Um espaço de liberdade criativa e de fala. Uma oportunidade de abrir janelas em busca de novas auroras. 

Com periodicidade bimestral e assinatura gratuita, a revista on-line reúne textos que dialogam entre si a partir de um tema central, criando uma experiência de leitura plural, instigante e cuidadosamente costurada. 

16h

Contação de Histórias — “A água que brota do monte e outras histórias do Paraíba

Cia Severina

Entre rios, montanhas e mar, esta contação de histórias convida o público a percorrer as memórias, lendas e tradições do Vale do Paraíba. Conduzido pela Lenda do Trabijú, que narra o surgimento de uma fonte nascida da força da terra e da ancestralidade, o encontro reúne outros causos e histórias compartilhados pelos mais velhos, revelando diferentes modos de viver e habitar este território.

Duração: 50 minutos

18h

Abertura da Exposição “Meu Mundo de Papel"

Eunice Coppi – Figueira

Eunice Coppi – Figureira | Artista Plástica nascida em Sabará que desenvolveu suas técnicas a partir de bonecos em barro, depois passa para o empapelamento criando personagens da cultura popular e de seu dia a dia. Há mais de 30anos em São José dos Campos suas obras são destaques no Museu do Folclore situado na Fundação Cassiano Ricardo. 

A exposição apresenta obras produzidas a partir da técnica tradicional do empapelamento, expressão artística ancestral do Vale do Paraíba utilizada na criação de máscaras, figuras e objetos presentes em manifestações religiosas e populares, como as folias e o Carnaval. Por meio dessa linguagem artesanal, o artista recria cenas do cotidiano, memórias da infância e vivências da adolescência, transformando lembranças e afetos em imagens que dialogam com a cultura popular e a identidade regional.

20h

Espetáculo Musical-Literário — “Poesia Jazzida Arcaica”

Marcus Groza, Thabata Ewara, Rogério Botter Maio e Pax Bittar

Show que reúne música, poesia e performance a partir do romance Goiás do escritor Marcus Groza (Prêmio Sesc de Literatura 2025) em diálogo com a poesia, o jazz e a literatura contemporânea, acompanhado da atriz Thabata Ewara e dos músicos Rogério Botter Maio (baixo acústico) e Pax Bittar (orquestra de aquários).

Marcus Groza é escritor, poeta, dramaturgo e pesquisador. Autor do romance Goiás, vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2025, desenvolve uma obra marcada pelo diálogo entre literatura, memória, oralidade e experimentação poética. Atua também na criação de projetos que aproximam literatura, música e performance. Seu trabalho transita entre diferentes linguagens artísticas, explorando as relações entre palavra, território e imaginação.

Quem foi Eugênia Sereno

Eugênia revelou o Brasil profundo

Pseudônimo de Benedicta Pereira de Rezende Graciotti (1913–1981), Eugênia foi escritora, professora e pianista nascida em São Bento do Sapucaí. Sua narrativa é comparada por estudiosos à prosa de Guimarães Rosa — tamanha a sensibilidade poética com que retratou os costumes das pequenas cidades. 

Reconhecida como uma das importantes vozes da literatura brasileira do século XX, alcançou destaque nacional com o romance “O Pássaro da Escuridão”, publicado em 1965 e vencedor do Prêmio Jabuti de Autora Revelação em 1966.

Seu legado permanece vivo por meio de estudos acadêmicos, homenagens culturais e da própria FLIPES – “UMA FESTA PARA EUGÊNIA”, que leva seu nome e celebra sua contribuição para a literatura e a cultura do Vale do Paraíba e da Serra da Mantiqueira.

Eugênia descrevia o interior  de São Paulo como o lugar…

“…onde é tão bom haver um frouxo fulgor de vagalume em cada esquina, em cada canto escuro, ataviando a treva…”

O Pássaro da Escuridão, 1965

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Entre montanhas, ateliês e cozinha regional, São Bento do Sapucaí combina natureza e cultura. A programação da FLIPES ocupa diferentes pontos da cidade; consulte os canais oficiais antes de sair

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Sustentabilidade

A FLIPES é sustentável!

A FLIPES incorpora a sustentabilidade em todas as etapas. Sua equipe cria decorações reutilizadas por vários anos, reduz resíduos e reaproveita materiais entre as edições.

O festival também fortalece a identidade cultural da Serra da Mantiqueira, amplia o acesso à literatura e às artes e valoriza artistas, escritores e saberes locais.

Ao preservar o legado da escritora Eugênia Sereno, a festa incentiva a produção literária de mulheres, amplia o protagonismo feminino e movimenta a economia criativa, estimulando o turismo cultural com oportunidades de formação e intercâmbio aos artistas do interior paulista.

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